Apesar de uma iniciativa como esta ser um passo importante para colocar uma camada da população apar das novas tecnologias de informação e comunicação, sediar um telecentro não é uma tarefa tão simples, pois o gestor público terá de arcar com as despesas dos insumos para manutenção dos computadores e impressoras, não esquecendo que terá que buscar parcerias no município inclusive para a capacitação dos monitores para ministrarem cursos para a comunidade local. Porém são atitudes como esta que locais até então esquecidos pelo poder público, principalmente o municipal que é o caso das Bibliotecas Públicas, é uma forma com que os usuários sejam beneficiados com este projeto. Incluir todos não é tarefa fácil, depende da cultura da comunidade, aprender a apreender significados, capacitar-se e inserir-se no mercado é mais que conquistar seu espaço, é assumir compromisso, seriedade e amadurecimento.
Apropriar-se do uso das tecnologias dominantes não é apenas usar as ferramentas básicas de um computador, mas sim saber construir seu conhecimento para sua vida pessoal e profissional. Aproveitar as oportunidades oferecidas por ações como os telecentros e mais, dentro de uma Biblioteca Pública é acima de tudo, constituir-se como cidadão capaz. Sem utopias a parte, talvez seja uma das formas de levar outro objeto de interação, não apenas atividades tradicionais já consolidadas como projetos de esporte e cidadania, mas também capacitar sua comunidade é proporcionar novas formas de aprendizagem que poderá contribuir inclusive aos alunos matriculados em sua rede de ensino tornando a escola mais convidativa também fará reduzir o número de assaltos e vandalismo tão costumeiros em comunidades carentes.